ONU calcula 140 milhões de mulheres com mutilação no mundo
[TVEFE] A incidência de mutilação feminina caiu nos últimos anos no mundo, mas estimativas das Nações Unidas indicam que entre 120 milhões e 140 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a esta prática dolorosa e perigosa que é alimentada por preconceitos sociais e religiosos.
Democracia na Igreja, por que não?
“O sistema de nomeação dos bispos faz com que o despotismo seja sua patologia mais comum”, analisa Juan José Tamayo, teólogo espanhol, e autor do livro Nuevo paradigma teológico (Trotta, Madrid, 2010), comentando as fortes reações à nomeação do novo bispo de San Sebastián, na Espanha, em artigo publicado no jornal El País, 07-01-2010. A tradução é de Vanessa Alves.
Eis o artigo.
“Que não se imponha ao povo um bispo que o povo não deseje”. “Aquele que deve presidir a todos deve ser eleito por todos”. “Não se deve ordenar bispo a ninguém contra o desejo dos cristãos, e sim consultar-lhes expressamente a respeito”.
Certo que não poucos leitores pensarão que estas três afirmações estão tomadas de algum documento dos movimentos cristãos de base ou de coletivos de teólogas e teólogos contrários ao atual sistema de nomeação de bispos. Pois não. São textos dos séculos III e V. O primeiro pertence a São Cipriano (princípios do século III-258), bispo de Cartago, que considerava “de origem divina” o direito do povo a eleger seus pastores. Sua própria eleição episcopal foi muito discutida.
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Desaprender, uma tarefa cristã urgente
Por Víctor Codina, SJ.
Desde nossa infância estamos habituados à necessidade de aprender: aprender a falar, aprender a brincar, aprender sempre novos conhecimentos e matérias na escola, colégio e na universidade, aprender a nadar, a dirigir, a tocar instrumentos musicais, aprender a usar as novas técnicas da computação, Internet e do mundo digital.
Hoje os grandes pedagogos fazem questão de que numa sociedade de profundas mudanças não basta aprender conhecimentos, o que se deve é “aprender a aprender”.
Na Igreja também estamos acostumados à necessidade de aprender: aprender a rezar, aprender o catecismo para a primeira comunhão, aprender os mandamentos e os preceitos da Igreja, aprender a conhecer a Bíblia, a liturgia, a doutrina da Igreja, os dogmas, os concílios, a doutrina social e os documentos da Igreja latinoamericana.
Tudo isto é muito certo e sem dúvida positivo. Então, por que falar de desaprender? Será um convite à ignorância, ao obscurantismo, à irracionalidade, ao infantilismo? Sem dúvida é necessário aprender e “aprender a aprender”, mas para que isto seja realmente possível muitas vezes deve-se aprender também a desaprender.
MUDANÇAS DE PARADIGMA
Para explicar este aparente paradoxo deve-se afirmar que ao que aprendemos normalmente se somam os conhecimentos anteriores, nossos conhecimentos crescem de algum modo quantitativamente, em continuidade homogênea com o que já sabíamos anteriormente. Mas às vezes se experimenta uma ruptura epistemológica com o anteriormente aprendido, há uma mudança de paradigma que nos obriga a abrir-nos para algo qualitativamente novo, inesperado, que não se pode justapor ao anterior. Isto que sucede em momentos de grandes mudanças culturais, acontece também dentro da Igreja. Neste caso deve-se começar por desaprender o até agora aprendido e abrir-se à novidade e reaprender. Mas isto não é tão fácil assim.
Sem dúvida, a memória é uma faculdade necessária para poder viver humana e dignamente. Sem ela não há vida humana, nem identidade pessoal, nem história. A amnésia e o Alzheimer são danos com trágicas conseqüências. Mas às vezes a memória nos coloca em apertos, enquista-se e endurece, impedindo-nos de avançar, arrogando-se a qualidade de juiz absoluto da verdade, não permite que fiquemos aberto ao novo, tanto nos conhecimentos humanos como na vida cristã. Na vida cristã há fixações tão fortes do aprendido no passado como algo eterno e imutável, que é muito difícil avançar sem antes desaprender. Não é esta a explicação dos inúmeros fundamentalismos, conservadorismos, tradicionalismos e da própria doutrina de Lefebvre? Read the rest of this entry »
Católicas querem um Parlamento eclesiástico contra o monossexualismo
“Por que os diversos componentes que animam a Igreja, divididos em tantos aspectos, têm porém em comum um estupefaciente silêncio sobre a mulher?”. A historiadora Emma Fattorini e a diretora Liliana Cavani abrem assim a sua intervenção da última edição dominical do jornal Sole 24 Ore de 2009, com a qual lançam a ideia de um Sínodo sobre a mulher.
A reportagem é de Nicoletta Tiliacos, publicada no jornal Il Foglio, 29-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Ele é necessário, escrevem, para dar seguimento às grandes expectativas – que até agora “não se pode dizer que tenham sido honradas” – suscitadas, em seu tempo, tanto pela encíclica “Mulieris dignitatem” (1988) de João Paulo II, quanto pela Carta sobre o tema da colaboração do homem e da mulher na Igreja e no mundo, endereçada aos bispos, em 2004, pelo então cardeal Joseph Ratzinger.
De uma parte, a afirmação wojtyliana do “gênio feminino”, de outra a “estupefaciente e substancial ausência das mulheres – diz Emma Fattorini ao Il Foglio – em momentos importantes como no encontro sobre Deus organizado no início de dezembro pelo Comitê para o Projeto Cultural da CEI [Conferência dos Bispos Italianos]. No debate sobre a bioética, por exemplo, essa ausência das mulheres – a incapacidade mesmo de pronunciar a palavra ‘mulher’ – significa um empobrecimento absoluto. É uma rendição justamente a essa abstração que todos, aparentemente, querem combater”. Read the rest of this entry »
Chega ao mercado camiseta-cinta para homens!
Por Cristine Gerk
Os homens estão cada vez mais vaidosos. E as lojas que quiserem ganhar dinheiro nessa onda “metrosexual” precisam começar a pensar em alternativas masculinas para produtos que já conquistaram o mercado feminino.
Uma loja de departamentos britânica foi pioneira nesse sentido! A Mark & Spencer (M & S) está lançando uma camiseta para homens que “esconde” a barriga, no estilo másculo da famosa cinta. A exemplo dos espartilhos usados pelas mulheres no passado, a camiseta da foi criada para formar uma silhueta mais magra.
O produto, que será vendido a partir da próxima semana por 15 libras (R$ 41), é desenhado para achatar a barriga e modelar o torso usando costuras especiais e um suporte acolchoado oculto.
A (M & S) diz que testes realizados com os dois produtos da linha – a camiseta e um espartilho – permitiram uma redução de até 2,5 cm na cintura.
“Nossa linha Bodymax foi criada como resposta a esse fenômeno, dando aos homens uma solução rápida para aquelas protuberâncias do mesmo jeito que roupas do tipo feitas para mulheres”, disse um porta-voz da rede.
As camisetas e o espartilho (vendido por R$ 33) são feitos de algodão e serão oferecidos nas cores preto e branco. Boa para comprar para o maridão preguiçoso, hein? A loja vende pela internet. A notícia é da BBC Brasil.
(Fonte SRZD)
Que Venha!

Por Maria Clara Lucchetti Bingemer
Que venha o novo ano com todas as surpresas que trará. As boas e as não tão boas. Todas surpreendem, excitam os sentidos e a imaginação, para aderir, gozar, alegrar ou para resistir, suportar, crescer.
Que venha um ano cheio de criatividade para SE aprender a fazer do pouco muito, do nada tudo, da pequenez grandeza e da humildade plenitude. Um ano que desate a potencialidade de fazer brotar a beleza, articular as palavras em harmoniosas frases e sonoros versos, combinar as cores em dança multi e furta-cor, que enfeitice os olhos e os faça piscar de emoção.
Que venha um ano – como todos – com nascimentos e mortes. Nascimentos que alegrarão mulheres e homens, que farão anciãos chorar de emoção e ternura. Diante dos recém-nascidos duros corações se abrandarão, inflexíveis ditadores se tornarão misericordiosos, almas secas pela descrença e pela aridez se tornarão umedecidas pelas lágrimas do acolhimento. Nascimentos inesperados, não planejados e mesmo indesejados, que venham todos, pois nascer é sempre bendito e a vida é santa e sempre nova em sua força cheia de fragilidade. Read the rest of this entry »
Noiva tem ataque de riso durante casamento
O casamento de Andrew e Melissa Engstrom já foi visto por mais de 28 mil pessoas desde que foi colocado no site de vídeos YouTube depois que noiva teve um ataque de risos em pleno altar, nos Estados Unidos.
Tudo começou quando, nervoso, o noivo errou uma palavra na hora do juramento. Quando dizia “juntos na alegria e na tristeza …”, ele trocou “lawfully wife” (legítima esposa) por “waffully wife”. A palavra não existe, mas ficou parecida com “feita de waffles”.
Para tentar disfarçar o erro, Andrew ainda emendou a palavra “pancakes” (paquecas, em português). Pronto. Foi o suficiente para a noiva Melissa cair na gargalhada.
A situação chegou a tal ponto que até o pastor brincou e disse que iria fazer um intervalo durante o casamento, porque aquilo estava parecendo pegadinha de televisão.
(Fonte e-Band)
Edward Schillebeeckx, ‘um teólogo feliz’
“É proverbial a sua afirmação: ‘Fora do mundo não há salvação’, que contrasta com o aforismo excludente ‘Fora da Igreja não há salvação’”, escreve o teólogo espanhol Juan José Tamayo em artigo publicado no jornal espanhol El País, 27-12-2009. A tradução é do Cepat.
Segue o artigo.
“Sou um teólogo feliz”. Assim se definia Edward Schillebeeckx, que faleceu aos 95 anos de idade às vésperas do Natal em Nimega (Holanda). Foi um dos teólogos católicos mais prestigiosos e uma das personalidades mais influentes na mudança de paradigma do cristianismo durante a segunda metade do século passado, além de protagonista na renovação da teologia e da Igreja católica.
Nascido em Amberes, metrópole da Bélgica flamenca, no seio de uma família de 14 irmãos, ingressou na Ordem dos Pregadores aos 19 anos atraído pela abertura dos Dominicanos ao mundo, pela dedicação ao estudo, ao trabalho de pesquisa e à teologia centrada na pregação. Ele mesmo tornou realidade com acréscimo estas quatro características em sua vida religiosa e em sua atividade intelectual. Read the rest of this entry »
Respeitar as diferenças
Por Roxane Ré
Li na BBC Brasil hoje matéria sobre o lançamento de um livro que reúne piadas sobre as religiões. Primeira curiosidade que me chamou a atenção é que a iniciativa tenha partido de uma fundação ligada ao Ministério da Justiça da Espanha.
“La Sonrisa Divina” ou “O Sorriso Divino” traz piadas e charges que fazem graça com dogmas católicos, muçulmanos, judeus, maoístas, hinduístas, ateus e evangélicos. Co-produzido pela Unesco, o livro tem o objetivo de promover o exercício da liberdade religiosa como forma de integração social.
Não há assunto mais polêmico, apaixonado, quase inquestionável que a religião que cada um segue, fruto de tantas discórdias, tanta violência, tanta censura. Mas o Ministério não teme represálias.
Acho a ídéia muito boa e nos recorda a capacidade de temos de tolerar as diferenças. Vale a pena tentar.
(Fonte SRZD)