”Ah, se a Igreja ouvisse melhor as mulheres”
Leia a reportagem de Bertrand Révillon para a revista francesa Panorama com Anne Soupa, jornalista, biblista e teóloga feminista católica que acaba de fundar, junto com outros amigos, a Conférence des Baptisé(e)s de France (Conferência de batizados/as da França). Em 2008, ela ficou conhecida mundialmente ao criar o “Comité de la Jupe” [Comitê da saia] para contestar, até mesmo no tribunal da Igreja, uma afirmação machista do cardeal arcebispo de Paris, Andrés Vingt-Trois. Nesta entrevista, ela aborda o papel das mulheres em uma Igreja, segundo ela, ainda muito masculina em suas instâncias de governo.
Matéria publicada no IHU. Confere que vale a pena!
Declaração das Mulheres Ecumênicas 2010
Nós, representantes das Igrejas-membro do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil), reunidas nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2010, em São Paulo, desafiadas pelo tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, ECONOMIA e VIDA, e pelo lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mateus 6.24), refletimos sobre nossas ações no cotidiano e a busca de novas atitudes a fim de transformar o modelo atual das relações humanas. Sendo assim, propomos:
1. Valorizar e estimular o potencial e a importância da liderança das mulheres nas igrejas e na sociedade;
2. Capacitar pessoas na sociedade e nas igrejas a se libertarem do racismo, do sexismo, do classismo e a abandonarem as práticas discriminatórias;
3. Tornar conhecidas as perspectivas e ações das mulheres em esforços de luta pela justiça, paz e integridade da criação;
4. Capacitar as mulheres a se oporem às estruturas opressoras que existem no nosso país;
5. Educar as pessoas à construção de novas relações de gênero nas igrejas;
6. Integrar teólogas na Comissão Ecumênica Teológica do CONIC;
7. Incentivar e promover ações conjuntas na superação da violência contra as mulheres;
8. Viabilizar recursos, nos orçamentos das igrejas-membro, em prol de trabalhos relacionados à questão de gênero;
Com alegria participamos da construção deste novo momento da Ação Ecumênica de Mulheres. Reconhecemos nossas conquistas desde a Década Ecumênica de Solidariedade das Igrejas para as Mulheres (1988), e reafirmamos nosso compromisso ecumênico na busca da igualdade de gênero.
Confia a Deus as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos. (Provérbios 16.3)
Igrejas/Instituições presentes no Encontro
Ação Ecumênica de Mulheres
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Conselho Latino Americano de Igrejas
Igreja Católica Apostólica Romana
Igreja Católica Melquita
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
Igreja Presbiteriana Unida
Kathryn Bigelow é a primeira mulher a receber o Oscar de melhor direção
Hum…
Kathryn Bigelow recebeu ontem o Oscar de Melhor Direção por seu filme ‘Guerra ao Terror’. Foi a primeira vez que uma mulher ganha nesta categoria, e essa vitória tem um gostinho a mais para a diretora…
É que Kathryn Bigelow estava concorrendo com seu “ex”, James Cameron, que representava “Avatar”.
“Guerra ao terror” ganhou seis estatuetas de suas nove indicações - roteiro original, montagem e os prêmios técnicos de som e edição de som. Também com nove indicações, “Avatar” levou apenas os Oscars de direção de arte, fotografia e efeitos especiais.
(com fonte O Globo)
MULHER: MISTÉRIO E CARINHO
Por Maria Clara Bingemer
O Dia Internacional da Mulher é tempo adequado para se voltar a pensar, refletir e – por que não? –escrever sobre esta metade da humanidade da qual faço parte e que parece ter-se decidido a “sair do armário” e mostrar a que veio em nossos conturbados tempos cambiantes, líquidos e movediços.
Na verdade, devo confessar que nos tempos em que vivemos, enquanto todo mundo olha para a mulher com esperança ou desprezo, curiosidade ou temor, eu olho para mim mesma, para a mulher que sou, com sentimento de tremenda responsabilidade. E com o mesmo sentimento olho nos olhos de minhas irmãs de gênero e fardo. Companheiras que somos de destino e vocação, no mínimo temos que ser verdadeiras entre nós, não acham?
Nasce esse sentimento que ora me habita de algo que me diz que se o mundo tal como está não parece satisfazer nem o desejo original e amante do Criador nem as expectativas nossas, pobres criaturas golpeadas de todo lado, acossadas por uma mortalidade inevitável e um desejo de perenidade alucinantemente verdadeiro, há que fazer dele algo um pouco melhor.
Mais: se afirmamos e proclamamos em alto e bom som, sobre os telhados, em prosa e verso, que os homens fizeram esse mundo de guerra e violência, agrediram essa pobre terra que agora se volta contra eles com terremoto e tsunami enraivecidos, construíram esse sistema econômico iníquo e excludente; nós, mulheres, saindo do armário, somos instadas, senão obrigadas a tentar humildemente fazer algo um pouquinho melhor.
Por isso escolho hoje duas palavras: mistério e cuidado, para refletir sobre esse ser que somos, que Deus teve a graciosa inventividade de fazer capaz de gerar outro ser em suas entranhas e que desde aí povoa o mundo brincando de ser frágil mas, na verdade, sendo a única força verdadeira de toda a vida humana. Somos aquelas sem as quais, aí sim, certamente, mais que qualquer bomba nuclear, mais que qualquer desastre ecológico, a humanidade acaba e o mundo se extingue e o planeta passa a ser mais uma claridade morta nos céus de outros universos que desconhecemos.
O que aconteceria se a mulher fechasse seu ventre com o cadeado da esterilidade? Trememos com o simples fato de pensar nessa hipótese. E, no entanto, não sei se ela está tão distante assim dessa terrível decisão , com perdão de minhas irmãs e companheiras. Tanto quisemos sacudir dos ombros a opressão milenar que sobre nós pesava como chumbo, que corremos o risco de sacudir juntamente com ela o mistério que somos e que carregamos em nossos corpos: um ventre que carrega a matriz do sonho divino da criação. E, mais ainda, o infinito potencial de cuidado com o qual Deus sustenta em suas mãos paterno-maternais a vida que vivemos, sobre a qual o salmista diz com razão que se trata de um sopro frágil.
Temo um pouco que nosso afã de libertar-nos muito legitimamente da canga patriarcal nos leve a uma mimetização da mesma opressão que condenamos. E que ergamos, ao lado dos escombros do machismo que rejeitamos e que tanto mal fez a nós e a toda a humanidade, um feminismo que já não será tal pois mulheres já não seremos e sim híbridos de macho e fêmea terceirizadas em “outra” síntese já desprovida de nosso mistério feito de cuidado e carinho, e vida que gera vida, que nutre vida, que pare vida, que cuida de vida e ama vida fiel até o fim à vida que a criou e que por ela foi criada e gerada, vida que foi e vida que é e vida que será. Amém!
Que ninguém pense que depus o desejo de que a mulher se liberte e ocupe plenamente seu lugar de igual dignidade com o homem em uma sociedade justa e amorosa. Para isso muito lutei e seguirei lutando. Sofri e estou disposta a mais. Disputei, ganhei, perdi, ri e chorei. Como todo ser humano, minha história foi traçada com risos e lágrimas, com positividades e negatividades, vitórias e derrotas.
Mas para ser fiel à paternidade maternal do Deus que me criou, ao desvelo libertador do Filho que instituiu as mulheres como discípulas queridas de sua Palavra e apóstolas amadas de seu Reino e do Espírito Santo que sopra onde quer e não faz acepção de pessoas, desempenhando funções mais que femininas, tais como enxugar lágrimas, assoar narizes órfãos, alimentar bocas famintas de pão e de transcendência, tenho que confessar no Dia Internacional da Mulher: amo ser mulher, quero ser mais e mais a cada dia. Isso ensinei a minhas filhas e pretendo transmitir a minhas netas.
Neste Dia Internacional da Mulher, agradeço a graça de ser do gênero feminino, proclamo a beleza de viver como tal e desejo que juntas entre nós e com os homens que desejamos irmãos e companheiros, não rivais nem inimigos, possamos construir uma terra mais habitável, com uma ética de cuidado e uma espiritualidade de beleza, ternura e compaixão.
Feliz Dia Internacional da Mulher!
A quem você está servindo? “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).
Por Leonardo Reis
| “- Tá vendo essa mansão sensacional? Comprei com o dinheiro desviado do hospital. - Ah! E o meu cofre cheio de dólar? É o dinheiro que seria pra fazer mais uma escola. - Precisa ver minha fazenda! Comprei só com o dinheiro da merenda! - E o meu filhão? Um milhão só de mesada! E tudo com o dinheiro das crianças abandonadas. - E a minha esposa não me leva à falência Porque eu tapo esse buraco com o rombo da Previdência. - Vossa excelência, cê não viu meu avião? Comprei com uma verba que era pra construir prisão! - E a superlotação? - Problema do povão! Não temos imunidade? Pra nós não pega não. (…) A miséria só existe porque tem corrupção Desemprego só aumenta porque tem corrupção Violência só explode porque tem tanta miséria e desemprego Porque tem tanta corrupção!” (Pega Ladrão! – Gabriel O Pensador/Tiago “Mocotó”/Aninha Lima/Liminha) |
“Grana suja, grana justa Grana fácil, grana curta Grana pra você comprar ajuda Grana sexy, grana vídeo Grana moda, grana vício Grana pra você comprar destinos Pedágio, plágio Quanto vale o show? |
Como em diversos temas relacionados com os princípios morais cristãos, temos a tendência de reduzi-los ao pragmatismo, tentando criar regras a serem seguidas, não indo na essência do princípio. Agarramo-nos com todas as nossas forças as regras e as seguimos, sem questionar a sua razão e nem nos preocuparmos se, de outra forma, não estaremos indo contra a essência dessa própria regra. Assim também pode acontecer quando falamos de dinheiro. Muito de nós, provavelmente, diria que não serve ao dinheiro, uma vez que não se vê tão apegado ao dinheiro e faz até doações e caridades. Não servir ao dinheiro é apenas isso? Creio que não. Grande parte dos nossos políticos também fazem doações e obras de caridade e, pelos resultados e escândalos que vemos a todo instante na imprensa, não diria que eles estão servindo a Deus.
Não creio que o dinheiro seja algo ruim em si mesmo e muito menos que a única maneira de seguir a Deus seja viver de esmolas, mendigando pelas ruas, usando trapos. Ao contrário, até questiono essa forma de vida, uma vez que a qualidade de vida fica extremamente precária, influenciando, sobretudo, na saúde das pessoas que optam por esta forma de viver. Deus é o Deus da vida, e da vida em abundância.
Então, por que não é possível servir a Deus e ao dinheiro? Há diversas formas de servir ao dinheiro, e uma delas é a corrupção. A corrupção vai completamente de encontro ao projeto de Deus, não apenas pelo fato de se pegar algo que não é seu (que é algo moralmente errado), mas sobretudo pelas suas consequências. E nós sabemos e sentimos muito bem as consequências da corrupção, como ilustre bem a música “Pega Ladrão” do Gabriel O Pensador: injustiças sociais, precariedade no atendimento médico nos hospitais públicos causando várias mortes, precariedade na educação, aumento do desemprego, da fome, da miséria e da violência. Tais consequências degradam a vida de milhares de pessoas e quebra um princípio fundamental deixado por Jesus: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39).
Infelizmente essa mentalidade da corrupção, que causa tanto mal, já faz parte da cultura do nossa sociedade. Quantas pessoas não “molham a mão” de um guarda para ele dar uma aliviada ou não apreender o seu veículo que estava com a documentação atrasada? Quantas pessoas deixaram passar quando na hora de pagar uma conta perceberam que estava faltando alguma coisa ou não devolveram um troco que veio errado para mais? Quantas pessoas não usam carteirinhas de estudante falsificada só para pagar meia? Quantas pessoas não disseram a seu filho, se você se comportar direitinho vai ganhar um brinquedo?
Podemos ver essa servidão ao dinheiro não somente na corrupção, mas também na exploração de trabalhadores, que muitas das vezes têm jornadas desumanas e recebem um salário insignificante; em pessoas que trabalham mais do que o necessário para o bem estar seu e de sua família só para acumular mais dinheiro, ficando escravas do trabalho; e também no âmbito religioso quando se prometem bênçãos e lugares no céu em troca de dinheiro, explorando a boa fé e a carência do povo, bem como, as cobranças exorbitantes para celebrações de casamentos e outras celebrações litúrgicas e pouco, ou quase nenhuma, opção comunitária sem custo algum.

Seguindo essa mentalidade de servir somente ao dinheiro, que na verdade, usamos o dinheiro apenas como instrumento para o nosso egoísmo e tirar vantagens, não somos capazes de ir ao encontro do outro de forma autêntica, nos fechando em nós mesmos, e aí é que está o grande problema. Trilhando nessa ótica do egoísmo podemos chegar ao extremo de mensurar tudo, passamos a pensar e agir segundo o pensamento de quanto isso vai custar. Quanto vai me custar namorar aquela pessoa? Será que terei vantagem em ser amigo daquela pessoa? Ou seja, tudo na vida passa a ser visto pela ótica do custo financeiro apenas.
Sim, essa Campanha da Fraternidade desse ano nos convida e nos interpela em diversos aspectos. Então, nesse período de quaresma, que já começou na quarta-feira de cinzas, possamos meditar profundamente todas as possibilidades nas quais, mesmo sem pensar ou querer, estamos servindo ao dinheiro e, certamente, cometendo alguma injustiça e não servindo a Deus. Não vamos ficar na análise simples e superficial desse tema, vamos transformá-lo num momento oportuno de conversão.
Adital – Ato Público no Pará pede fim da impunidade em memória à Irmã Dorothy
Tatiana Félix *
Em sua árdua jornada, Dorothy Stang frequentemente denunciava as infrações e, com isso, conseguiu com que o poder público aplicasse multas e indiciamentos aos fazendeiros e grileiros. “Ela estava atrapalhando essa série de crimes que eles cometiam”, disse irmã Rebeca Spires, que trabalhou mais de 30 anos com Dorothy.Para ela e outras pessoas que trabalhavam com a missionária, foi esse o motivo que culminou em seu assassinato, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, na cidade de Anapu, região sudeste do Pará.
Em memória aos cinco anos da morte de irmã Dorothy, será realizado um ato público na capital do estado, Belém, com manifestações em frente ao Tribunal de Justiça do Pará. O ato público “Cinco anos sem Dorothy Stang” é promovido pelo Comitê Dorothy, criado logo após seu assassinato.
Dinailson Benassuly, da coordenação do Comitê Dorothy, diz que o ato é de cunho político, já que o clamor é contra a impunidade. “Nem todos os mandantes foram punidos. Quem matou Dorothy foi um consórcio”, denunciou. Ele informou ainda que a maioria dos crimes de pistolagem em terras da floresta amazônica paraense fica impune.
Mesmo com o suporte e apoio de órgãos ligados aos direitos humanos, ele disse que a luta contra o latifúndio é difícil, porque os latifundiários são pessoas com poder político e econômico, fatores que acabam contribuindo para a impunidade. “A investigação é falha e a justiça é lenta”, declarou.
A programação do ato em Belém conta com a realização de atividades políticas, artísticas e celebrações religiosas. O documentário “Mataram Irmã Dorothy” será exibido hoje (11) à noite na Igreja de Confissão Luterana, e amanhã (12) na Paróquia Nossa Senhora Rainha Paz.
Em Anapu, cidade onde foi assassinada, o quinto ano de sua morte será lembrado com a divulgação de várias cartas que Dorothy costumava escrever. De acordo com as religiosas da Congregação, a missionária relatava suas ações em cartas e as enviava aos representantes de órgãos como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nestes documentos, há denúncias e nomes de fazendeiros e grileiros.
Com o conteúdo das cartas tornado público, a expectativa é de que as autoridades se empenhem em fazer uma investigação mais profunda e comprometida. Em uma das cartas, escrita em 19 de fevereiro de 2004, irmã Dorothy denuncia a ameaça que famílias sofriam por um madeireiro e por “homens armados”.
Segundo o relato, o fazendeiro estaria ameaçando ainda trabalhadores de uma empresa contratada pelo Incra para fazer a demarcação dos projetos de desenvolvimento social (PDS). “Ele já ameaçou os agrimensores dessa firma contratada pelo Incra para tirar os perímetros oficiais do PDS. Esses homens da firma saíram da mata para não morrer”, diz a carta.
ONU calcula 140 milhões de mulheres com mutilação no mundo
[TVEFE] A incidência de mutilação feminina caiu nos últimos anos no mundo, mas estimativas das Nações Unidas indicam que entre 120 milhões e 140 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a esta prática dolorosa e perigosa que é alimentada por preconceitos sociais e religiosos.
Democracia na Igreja, por que não?
“O sistema de nomeação dos bispos faz com que o despotismo seja sua patologia mais comum”, analisa Juan José Tamayo, teólogo espanhol, e autor do livro Nuevo paradigma teológico (Trotta, Madrid, 2010), comentando as fortes reações à nomeação do novo bispo de San Sebastián, na Espanha, em artigo publicado no jornal El País, 07-01-2010. A tradução é de Vanessa Alves.
Eis o artigo.
“Que não se imponha ao povo um bispo que o povo não deseje”. “Aquele que deve presidir a todos deve ser eleito por todos”. “Não se deve ordenar bispo a ninguém contra o desejo dos cristãos, e sim consultar-lhes expressamente a respeito”.
Certo que não poucos leitores pensarão que estas três afirmações estão tomadas de algum documento dos movimentos cristãos de base ou de coletivos de teólogas e teólogos contrários ao atual sistema de nomeação de bispos. Pois não. São textos dos séculos III e V. O primeiro pertence a São Cipriano (princípios do século III-258), bispo de Cartago, que considerava “de origem divina” o direito do povo a eleger seus pastores. Sua própria eleição episcopal foi muito discutida.
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