Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Site Dom Helder

sexta-feira, junho 19th, 2009

dheldersite2Foi lançado hoje (19) na PUC-Rio o site em homenagem ao centenário de Dom Helder Câmara. O evento foi realizado no auditório do IAG – que estava lotado – e contou com a presença do reitor da universidade, padre Jesus Hortal e do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.

dheldersiteCom fotos e materiais inéditos, o site faz parte de uma série de ações que visam preservar a memória do “santo rebelde” – nome do documentário que a cineasta Erica Bauer realizou sobre Dom Helder em 2004. Além do site, serão realizados seminários, quatro vídeos-conferências, programa na TV PUC, filme documentário sobre a Cruzada São Sebastião, entre outros.

Depois do lançamento, Dom Orani Tempesta celebrou missa na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, dentro do campus da universidade.

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Trailer do documentário “Dom Helder Câmara – O Santo Rebelde”.

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Homens Unidos pelo fim da violência contra a mulher

quarta-feira, junho 17th, 2009

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Quando vês o coração, eu vejo a imagem

quarta-feira, junho 17th, 2009

Por Leonardo Reis

“Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo 8, 11b).

“Eu fico tentando compreender
O que nos Teus olhos pode ver
Aquela mulher na multidão
Que já condenada acreditou
Que ainda havia o que fazer
Que ainda restara algum valor
E ao se prender em Teu olhar
Por certo haveria de vencer
E assim fizeste a vida
Retornar aos olhos dela
E quem antes condenava
Se percebe pecador
Teu amor desconcertante
Força que conserta o mundo
Eu confesso não saber compreender
[..]
E assim foste o contrário,
O avesso do avesso
E por mais que eu me esforce
Não sei bem se Te conheço
Tu enxergas o profundo
Eu insisto em ver a margem
Quando vês o coração
Eu vejo a imagem”.
(Humano Demais – Vital Lima / Marco Aurélio)

Diversas passagens bíblicas são capazes de me interpelar profundamente, de me questionar, de me surpreender e me fazer pensar muito. Certamente não são as narrativas dos grandes milagres, que eu prefiro chamar de sinais de Deus, como: andar sobre as águas, devolver a visão aos cegos, transformar água em vinho, entre outros. As passagens que mais me tocam são as que narram os sutis e quase imperceptíveis, porém muito mais significativos, sinais do amor de Deus; como o narrado na passagem da mulher que foi pega publicamente em adultério e ia ser apedrejada, conforme as leis dos judeus (Jo 8, 1-11).

Talvez poucas pessoas enxerguem desta forma, mas, para mim, esta passagem narra um grande sinal de Deus, um verdadeiro milagre, que só é possível realizá-lo se formos capazes de amar como Jesus amou.
Ao ver aquela mulher a sua frente, tomada pelos piores sentimentos de menosprezo, de vergonha, de derrota, de insultas, de injúrias, enfim, uma mulher já completamente destruída interiormente, praticamente uma morta-viva, Jesus não falou uma palavra apenas olhou para ela. Nós não sabemos as causas que a levaram a cometer o adultério e nem tampouco Jesus se preocupou com isso. Para Ele não importava o erro cometido, nem discutir se a lei estava certa ou errada, nem se a mulher deveria ou não ter feito isso; a única coisa que importava naquele momento era ajudar aquela mulher já tão sofrida pelos acontecimentos. O que importava não era julgar, nem fazer sermões, e sim, oferecer condições dela se reconstruir por dentro, de voltar a sentir-se amada de verdade, para, a partir daí, ter a liberdade e a condição necessárias para uma mudança de vida.

Emociono-me só de tentar imaginar a indescritível experiência que esta mulher teve do olhar acolhedor, passivo e amoroso de Jesus. Olhar capaz de devolver-lhe a vida que havia perdido e fazê-la voltar a acreditar que ainda era alguém, uma pessoa, tão digna de ser amada quanto todos os que lhe criticavam a sua volta. Certamente, pela sua situação de total menosprezo, a adúltera estava muito mais próxima de fazer uma experiência de Deus do que os que queriam a sua morte, pois estes, que se achavam os justos, o amor de Deus e a salvação não era mais do que uma obrigação divina em forma de retribuição pelos seus preceitos e cultos prestados.

Às vezes, costumamos enquadrar Deus nos nossos moldes, transformando-O num “Deus-babá”, num Deus a nossa imagem e semelhança (e não ao contrário). Praticamos, de fato, uma idolatria, pois passamos a adorar a imagem que fazemos de Deus e não o Deus-verdadeiro, o Deus amor-serviço, a grande e constante novidade transformadora e interpeladora. Achamos que, apenas a nossa inteligência e o cumprimento dos preceitos religiosos, são suficientes para fazer uma experiência de Deus.

Esta passagem vem nos mostrar justamente o contrário. O mesmo amor e acolhimento que Jesus mostra para com a mulher, Ele também tem com aqueles que queriam apedrejá-la, pois estavam estes cegos pelo seu puritanismo e na sua auto-justificação. Esse mesmo amor desconcertante, também operou um sinal internamente naqueles que queriam assassinar a adúltera em nome do cumprimento da “lei de Deus”. Como diz a música, é justamente nesse amor desconcertante que encontramos a força que concerta o mundo.

Nossos desejos exagerados, por vezes doentios, de que o outro seja perfeito, não erre e, se errar, seja severamente punido, jogando um fardo enorme nas costas do próximo, tem sua raiz na não aceitação dos nossos próprios limites, de não sermos capazes de nos auto-perdoar ou por acharmos de que somos mais queridos por Deus apenas pelo fato de estarmos buscando esse caminho de comunhão com Ele. Esse peso enorme que carregamos conosco, as nossas auto-cobranças exageradas, podem nos levar ao desejo de apedrejar o nosso próximo pelo seu erro.

Jesus nunca foi a favor de que se cometam adultérios ou que se realize qualquer ação que maléfica contra qualquer pessoa, mas sempre foi capaz de amar mais a pessoa do que o seu pecado. Justamente por causa desse amor, é que há uma possibilidade real de uma mudança de vida concreta.
Quanto mais eu aprofundo no conhecimento e na experiência em Deus, mais eu tenho a certeza de que não sou capaz de compreendê-Lo, apenas de experienciá-Lo. Se quisermos conhecer Jesus e colocá-Lo no centro de nossas vidas, temos que ter a audácia e a coragem de nos despojarmos de todas as relações baseadas no merecimento, na troca, e segui-Lo, como ele mesmo falou.

Somente numa abertura livre e espontânea de uma entrega ao dom gratuito do amor de Deus, seremos capazes de descobrir um novo universo, uma nova vida. Como diz o teólogo Pe Alfonso Garcia Rubio: “Deus não te ama apesar das suas limitações, Ele te muito nas suas limitações”. Assim também nós devemos procurar agir.

Vamos deixar de nos martirizarmos pelos erros cometidos no passado. Eles podem servir apenas como aprendizado para o presente, para evitarmos cometê-los novamente, para não sofrermos mais e nem fazer mais ninguém sofrer. Mas os erros não devem servir para nos prenderem ao passado e nos torturar. Vamos ser capazes de olhar mais o coração, o que há de mais belo em cada ser, e deixar de dar tanta atenção a superfície e aos erros que cometemos. Vamos valorizar o ser humano e não os erros que eles cometem. Vamos nos permitir entrar na dinâmica da gratuidade do amor. Vamos colocar as nossas pedras no chão e perdoar, a nós mesmos e ao próximo. Não vamos machucar mais ninguém com as pedras da incompreensão, da exclusão e da falta de amor.

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A chama da liberdade

segunda-feira, junho 15th, 2009

negros

Assista no Foco o documentário da TV Senado  “A Chama da Liberdade” contando a trajetória do negro no Brasil, da escravidão aos dias de hoje. Apresenta ainda a visão do Movimento Negro, preconceito, racismo e novas leis.

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Doll Face

sábado, maio 2nd, 2009

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