Posts Tagged ‘internacional’

O orgulho da ignorância

sexta-feira, junho 18th, 2010

Por Antonio Carlos Ribeiro

O noticiário dos jogos da Copa do Mundo de Futebol, que se realiza na África do Sul, chega aos Estados Unidos com um ingrediente indigesto: a falta de cultura geral de repórteres, editores e apresentadores. O congraçamento que reúne delegações dos diversos países, a troca de vivências dos atletas e do público, a celebração das diferenças com a marca comum da dignidade humana, ofende os centros de poder político. E a falta que faz o olhar para o outro. E a mídia, ao repercutir a limitação, estimula a arrogância.

O noticiário da Copa do Mundo é vítima da imprensa conservadora dos Estados Unidos, comentaram os jornais O Globo e O Estado de São Paulo, também conservadores. Há artigos e comentários em diversas mídias atacando a popularização do futebol no país. As razões são mais mal informadas do que as intenções políticas. Eles dizem que se trata de uma “modalidade esportiva de pobre”, “coisa de sul-americano”, segundo os autores, resultado da crescente influência dos hispânicos e das “políticas socialistas” do presidente Obama.

O comentarista conservador Glenn Beck, da Fox News – o conglomerado de mídia de Ruppert Murdoch, o milionário de extrema direita, para o qual Obama não concede entrevistas – chegou a afirmar que “não importa quantas celebridades o apoiam, quantos bares abrem mais cedo, quantos comerciais de cerveja eles veiculam, nós não queremos a Copa do Mundo, nós não gostamos da Copa do Mundo, não gostamos do futebol e não queremos ter nada a ver com isso”, esbravejou. E indicou a razão: “o restante do mundo gosta das políticas de Obama, mas nós não”, pensando falar em nome de todo o povo estadounidense. (mais…)

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Sem ter aprendido, não tem sequer com quem brigar

quinta-feira, junho 10th, 2010

Foto: Portal R7

Por Antonio Carlos  Ribeiro

O Estado de Israel está atraindo um grau de isolamento na comunidade internacional só comparável ao dos Estados Unidos no governo George W. Bush. Sob o comando de Benjamin Netanyahu, a situação de Israel agravou-se a tal ponto que ele se isolou até mesmo de seu único parceiro, depois de 2008 o último. As razões, diversas, se resumem no medo – pelo qual se criou um aparelho de Estado, baseado na força como estratégia e se atribuindo uma autonomia que, quanto mais se afirma menos reconhecida é.

Na verdade, o processo de isolamento político do Estado de Israel não se deu pela ONU, em que cinco países – um à frente – controlam a segurança do planeta. As regras acordadas, propostas pelos donos do jogo, não permitem solução. O objetivo guiou sua elaboração. Mas esse é o plano formal, diante do qual os pequenos e pobres do mundo aprenderam a jogar de maneira informal. Essa maneira não é visível, mas é eficiente. (mais…)

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Música, memória e pregação marcam a celebração da Conferência Edimburgo 2010

segunda-feira, junho 7th, 2010

Por Antonio Carlos Ribeiro

A música – coral e congregacional – a memória dos participantes e a pregação de John Sentamu, arcebispo de York, ocuparam papel preponderante na celebração e marcam o encerramento da Conferência Edimburgo 2010. O evento religioso teve lugar na mesma Church of Scotland (Igreja da Escócia) no Halls on the Mound, o lugar histórico na rua que conduz ao Castelo de Edimburgo em que foi realizada a Assembleia há um século.

A informalidade em meio à tradição ritual britânica foi dada pelo Scotland African Mass Choir, que entoou hinos de louvor a Deus em línguas africanas, numa verdadeira performance que motivou uma comunidade tradicionalmente recatada a participar vivamente da celebração.

A diversidade foi claramente exposta nas vestes eclesiásticas, nos trajes do Coral e das dançarinas indianas, nas orações dirigidas a Deus, pelos celebrantes e membros da assembleia Municipal, e nas orações conduzidas em várias línguas do mundo, e no cântico de hinos da África, Ásia, Américas e Oceania. (mais…)

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O local da missão é uma experiência que fala de Deus

segunda-feira, junho 7th, 2010

Por Antonio Carlos Ribeiro

O Bispo Julio Murray, da Igreja Episcopal Anglicana do Panamá e Presidente da Junta Diretiva do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), é uma pessoa calma e sorridente, dessas que parecem não ter passado em vão pelas situações de sofrimento, mas sido capaz de enfrentá-las, sobretudo de saber as razões dos caminhos que passou para chegar a ser quem é e, consequentemente, de ter razões para ser quem é por causa dos caminhos em que passou. Com um sorriso natural e o bom senso que a experiência pastoral lhe proporcionou, concedeu a entrevista ao Repórter Antonio Carlos Ribeiro, da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC) e colaborador do Blog Teo-Lógikas.

ACR – As igrejas reproduzem um modelo estético com um comportamento europeizado, denunciou um grupo de teólogos no III Encontro Afro-cristão, realizado na Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Como o senhor tem lidado com este tipo de questão em sua experiência pastoral?

Bispo Murray – Antes de tudo, muito obrigado pela oportunidade de poder me dirigir aos leitores de ALC. Em nosso trabalho pastoral, tratamos em primeira instância de valorizar os melhores exemplos que veem da cultura de onde a pessoa faz a missão. Aí temos encontrado certamente diferenças, porque se o que reproduzimos é o que nos tem atraído e feito pensar de alguma maneira no próprio, o local é um  elemento que dá sentido. Parte da tarefa é então conhecê-lo e reconhecer que o que é local também é uma expressão e uma experiência que fala de Deus. Eu venho de uma área afro-descendente, mas em que era impensável ter tambores nas igrejas. Mas quando nos demos conta de como chegaram estes tambores, nos demos conta de que era também um aporte cultural do lugar de onde vínhamos, com nossos ancestrais. Assim, para nós é importante que as pessoas possam conhecer um pouco a história de onde provêm estes modelos, e também reconhecer que localmente há modelos que também expressam a experiência de Deus e nos servem para evangelizar. (mais…)

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A lição difícil foi a tensão entre missão e colonialismo, diz Tveit

quinta-feira, junho 3rd, 2010

Por Antonio Carlos Ribeiro

A celebração de abertura da Conferência Mundial de Missão 2010, realizada às 9 horas no South Hall, no campus da Universidade de Edimburgo, trouxe motivação e expectativa para o encontro. As reflexões ficaram a cargo de Olav Fykse Tveit, secretário-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), e de Geoff Tunnicliffe, diretor internacional da Aliança Evangélica Mundial (AEM).

A música reuniu produções de lugares distintos, em inglês, francês e espanhol, misturando ritmos dos cinco continentes. O ambiente foi decorado com folhas de palmeira, de tecidos variados e com estampas coloridas. (mais…)

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Cristãos debatem testemunho do evangelho

quinta-feira, junho 3rd, 2010

Por Antonio Carlos Ribeiro

Começa hoje a comemoração dos festejos de um século da Conferencia Mundial de Missão, realizada em 1910. O tema será “Testemunhar Cristo hoje”. A celebração de abertura acontecerá às 9h, hora local, no South Hall da Universidade de Edimburgo, em Pollock Halls, nesta capital.

Hoje, os delegados foram recebidos no Centro de Conferência John McIntyre. Após a chegada houve o momento do registro de 297 delegados, além do pessoal da organização do evento e de credenciamento de jornalistas de mais de 60 países.

Após a celebração acontecerá a Sessão Plenária de Abertura, cujo tema será “Missão numa perspectiva de longo prazo”. Essa sessão será transmitida pela televisão e estará disponível na página do evento na internet (http://www.edinburgh2010.org/).

Durante a tarde haverá sessões paralelas sobre os temas: Fundamentos da missão, Formas de engajamento missionário e Missão cristã dirigida a outros credos. Os delegados das diversas igrejas e entidades ecumênicas da Conferência serão recebidos ãs 19h no Parlamento escocês.

Há um século o evento teve a participação de 1.400 delegados, dos quais apenas 17 vieram do hemisfério Sul. Este ano, o número de delegados será menor, mas a representação das diversas regiões do mundo será maior.

A reflexão sobre missão ao percorreu os cinco continentes durante este século: Edimburgo, Escócia, 1910; Jerusalém, Palestina, 1928; Tambaram, Índia, 1938; Whitby, Canadá, 1947; Willingen, Alemanha, 1952; Achimota, Gana, 1958; Nova Delhi, Índia, 1961; Cidade do México, México, 1963; Bangcoc, Tailândia, 1972-73; Meulbourne, Austrália, 1980; San Antonio, EUA, 1989; Salvador/Bahia, Brasil, 1996; e Atenas, Grécia, 2005.

(Fonte ALC)

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A saudade do servo na velha diplomacia brasileira

terça-feira, junho 1st, 2010

“Fez-se protagonista do novo, daquela estratégia que pode efetivamente evitar a maior praga que jamais existiu: a guerra que só destrói e mata. Agora, ou seguiremos esta nova diplomacia, ou nos entredevoraremos. Ou Hillary ou Lula“, escreve Leonardo Boff, teólogo.

“A nossa imprensa comercial é obtusa face a essa nova emergência da história. Por isso abomina a diplomacia de Lula“, conclui.

Leia o artigo na íntegra na IHU.

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O arrependido que denuncia a cumplicidade do presidente Uribe. Jesuíta é ameaçado de morte

segunda-feira, maio 24th, 2010

O arrependido é alto, grandalhão e se veste bem: traje azul, camisa branca, sapatos recém lustrados. Cabelo preto, espesso e curto, mas não rapado, no estilo Jaime Bayly. Sentado à mesa com um grupo de respeitados homens de leis que vieram para escutar sua confissão em um escritório de San Telmo, na Argentina, ele parece mais um advogado. Vê-se que está cômodo e distendido, mas sem sair da formalidade, sorri e gesticula com as mãos, visivelmente contente com a atenção dispensada. No entanto, há um detalhe que o torna diferente dos demais presentes. Seu olhar é fugidio e libidinoso, como a de um apresentador de programas de fofocas.

A reportagem é de Santiago O’Donnell, publicada no jornal Página/12, 23-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Leia no IHU.

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Milionária deixa R$ 2,50 de herança para as filhas

quinta-feira, abril 29th, 2010

Por Cristine Gerk

Uma milionária australiana deixou de herança às filhas o equivalente a apenas R$ 2,50 para cada. A socialite Valmai Roche tinha uma fortuna equivalente a R$ 5,5 milhões, mas decidiu punir as filhas porque acreditava que conspiravam contra ela.

Valmai deixou a mesma quantia para o ex-marido, John Roche, empreendedor imobiliário e ex-prefeito de Adelaide.

No testamento, feito por Roche em 1987, ela deixava apenas “30 moedas do valor mais baixo” às filhas. E disse que a quantia era “muito dinheiro para Judas”.

Roche determinou ainda que as filhas e o ex-marido, do qual se separou em 1983, fossem excluídos “de qualquer outro benefício”.

As filhas, Deborah Hamilton, Fiona Roche e Shauna Roche, acreditam que sua mãe estava “delirando” quando escreveu o testamento. Elas entraram na Justiça alegando que deveriam ter direito a herança.

No momento, a quantia deixada por Roche, está destinada à organização beneficente católica Knights of the Southern Cross.

A aposentada morreu em março de 2009, aos 81 anos, de causas naturais. Os advogados da família não fizeram declarações sobre o caso. A notícia é da BBC.

(Fonte SRZD)

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O despertar de uma nova consciência

domingo, abril 25th, 2010

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