Mandamento é 10!
domingo, maio 2nd, 2010Curta o Rap do Grupo Opa “Mandamento é 10!”.
Curta o Rap do Grupo Opa “Mandamento é 10!”.

Por Antonio Carlos Ribeiro
O Seminário Estadual do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI-MT) reuniu 40 lideranças das comunidades cristãs, de 31 de outubro a 2 de novembro, para debater poder, celebração, sexualidade e eucaristia. Os temas foram suscitados da teologia paulina.
O debate foi assessorado pelo biblista Francisco Orofino, do Instituto de Filosofia e de Teologia Paulo VI (Ifiteps) e realizado na sede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público (Sintep-MT).
A presença destas lideranças leigas e religiosas durante três dias neste evento anual foi organizada a partir de vagas distribuídas a regiões pólos. Esse mesmo grupo coordena a participação de representantes da região no Seminário Nacional, realizado a cada três anos e que elege a coordenação. (mais…)
O Pontifício Conselho para Leigos atualizou a “Sezione Donna” e a gente indica três textos:
EDITH STEIN, UNA MUJER INTELECTUAL Y SANTA – María del Pilar Vila Griera.
Feminismos y machismos versus cristianismo – Gwendolyn Araya Gómez
LA SEXUALIZACIÓN DE LAS NIÑAS – María Teresa Villafrade
Mais um Ciclo de Debates organizado pela Cátedra Cardeal Carlo Maria Martini em parceria com a Coordenação Central de Ensino a Distância da PUC-Rio. Durante o mês e setembro iremos atualizando a página de Ciclo de Debates com vídeos da série “A Palavra em Ação”. Quer saber do que se trata? Então vai na página e confere as novidades
!!!!!!!!!

Por Carlos Signorelli – Presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil
Como já se tornou lugar-comum, nesta era de profundo questionamento sobre a racionalidade construída pela modernidade não há e nem haverá espaço para todo e qualquer pensamento ou instituição que não consiga ultrapassar esse momento de ultrapassamento histórico. Não há mais ninguém que não veja, no hoje, uma crise no paradigma civilizacional construído pela burguesia em sua luta contra a aristocracia feudal.
Trata-se de um ultrapassamento, não a eliminação. Trata-se da necessária construção do novo sem que todo o velo seja disponibilizado pra o lixo da história. Não! O ultrapassamento dialético das instituições não as elimina, mas exige delas um repensar, um reconstruir-se em bases novas. Aquelas que não conseguirem esse feito, ou que se considerem inamovíveis, com certeza ficarão como nomes de uma história passada. (mais…)
Selecionamos algumas imagens do 12º Intereclesial.
Acesse o nosso álbum, clique aqui.
O Ceará foi escolhido para ser o local do 13º intereclesial em 2013. Também estavam na disputa São Paulo e Paraná. A Diocese de Crato será anfitriã.
“Penerei fubá, fubá caiu/eu tornei a peneirar fubá subiu/ Povo meu, é hora de caminhar/Agora em Porto Velho vamos para o Ceará.”
Veja o vídeo com o resultado.
Uma equipe da PUC-Rio estará participando do Intereclesial em Porto Velho (RO) e as Teo-Lógikas estarão presentes cobrindo o evento e realizando pesquisa sobre relações de gênero.
Segue texto de Carlo Tursi, teólogo católico e membro da recém-eleita coordenação arquidiocesana de CEBs, em Fortaleza, Ceará.
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As Comunidades Eclesiais de Base representam, no atual cenário católico, aquela pequena, porém valente parte da Igreja que se tornou presente na base do Povo de Deus, ou – como o papa João XXIII costumava dizer – a “Igreja dos pobres”. No mês corrente está para se realizar, entre os dias 21 e 25, o 12º Encontro Intereclesial das CEBs na cidade de Porto Velho (Rondônia), para onde estão rumando, neste instante, dois ônibus cheios de delegados das nossas comunidades cearenses. Passarão quatro dias na estrada! E como estas comunidades, na sua grande maioria, faveladas, tiveram que “se virar” nos últimos meses para poderem mandar seus representantes para um destino tão distante! Mas: quem acredita, sempre alcança, não é mesmo?!
A grande temática a ser trabalhada lá, no coração da Amazônia, é “CEBs – Ecologia e Missão”. Pois, as Comunidades de Base são uma das (hoje) poucas forças vivas na Igreja que, ao invés de girarem em torno do próprio “umbigo” eclesial, preferem enfrentam os grandes problemas da realidade social brasileira, querendo contribuir para a sua superação. Para isso, tiveram que se capacitar: Em um grande seminário de preparação, realizado em Fortaleza, os delegados cearenses estudaram o texto-base para o Encontro, com o título “Do Ventre da Terra, o Grito que vem da Amazônia”, ajudados pelo assessor Pe. Luiz Ceppi. O livro está organizado segundo a metodologia já consagrada: VER – a realidade gritante do desmatamento, da grilagem de terra, da invasão estrangeira, da ameaça aos povos nativos da floresta; JULGAR – ler os acontecimentos alarmantes a partir da ótica do Evangelho, com textos de grandes teólogos renomados como Leonardo Boff, Marcelo Barros e Faustino Teixeira; e AGIR – modelos e experiências de missão evangelizadora libertadora na região amazônica.
A extensa programação em Porto Velho incluirá, além de celebrações eucarísticas, conferências temáticas, momentos culturais, gestos proféticos, também visitas a áreas de grande carência social (“Quem conhece, ama!”): às populações indígenas, às comunidades extrativistas, às comunidades ribeirinhas, às casas de detenção, a hospitais. A espiritualidade “encarnada” do Encontro está bem expressa nas palavras do bispo-assessor Dom Moacyr Grecchi: “Salvar a Terra, cuidar da humanidade e garantir o futuro da vida cristã – é urgente uma ética da compaixão, no sentido budista e também cristão, da palavra. Quer dizer, diante da humanidade sofredora e da natureza devastada munir-se de empatia, fazer-se bom samaritano, aliviar a dor e, se possível, impedir que se reproduza. Além disso, faz-se urgente uma ética da responsabilidade pelo futuro da humanidade e da Terra. Responsabilidade é controle das conseqüências de nossos atos para que sejam de precaução e de proteção e não de destruição. Por fim, uma ética da solidariedade de todos com todos, pois, todos somos interdependentes uns dos outros e juntos devemos construir o futuro comum que inclua a todos, a começar pelos mais fracos” (Jornal “A Caminho”, nº 10, junho de 2009).
Que Deus derrame sua Luz sobre este grande encontro de cristãos combativos e em seus corações acenda o fogo do Seu Amor por um mundo melhor! Amém! Axé! Aleluia!
A seção Mulher do site do Conselho Pontifício pra Leigos traz um interessante artigo que reproduzimos aqui.
Por Giulia Paola Di Nicola y Attilio Danese
Los conflictos del mundo del trabajo, con demasiada frecuencia, se afrontan teniendo escasa consideración de la persona del trabajador. La productividad del trabajo es considerada como el objetivo prioritario de todas las medidas y, por ello, se dictan leyes en función instrumental del mercado, castigando al que no trabaja o al que produce poco. En modo particular, está en el punto de mira la valoración de los funcionarios públicos, cosa que aparentemente parece lógico, pero: quis custodiet custodes? Si aprobamos la provocación “despedimos a los vagos y premiamos a los verdaderos trabajadores”, como también la correspondiente propuesta de un organismo independiente para la valoración de las estructuras públicas y su eficacia, tendremos que preguntarnos: ¿es de verdad esta la defensa de la justicia? ¿De verdad se conseguirá fomentar una administración pública más justa y un factor de desarrollo solidario para el país?
Pero primero habría que distinguir entre los que “no hacen nada” y los ociosos. El adjetivo “ociosos” conlleva un significado negativo, vinculado a los que no hacen nada o demasiado poco por pereza, astucia, desinterés. Aquellos que no hacen nada pueden ser personas que hacen poco o nada, pero a menudo no por culpa de ellos. Puede haber deterioro en el ente que da trabajo y, en muchos casos, un comportamiento hostil por parte de los dirigentes, que no hacen bien su trabajo, no juzgan con equidad, no valoran en base a las capacidades, al trabajo desarrollado y al modo en el que se ha realizado, sino en base a los propios intereses, premiando a veces a personas que no se lo merecen.
Un organismo independiente para valorar la eficiencia de las estructuras públicas debería tener cuenta la atribución de las responsabilidades reales, si les corresponden al trabajador o a la mala administración. No son pocos los casos de mobbing, en los que el trabajador no trabaja porque el jefe no lo quiere, porque lo margina, no le da encargos y le castiga no sólo en la valoración final sino, sobre todo, de raíz, al excluirlo del círculo de los que están puestos en condición de producir. Hay que estar atentos a que los que “no hacen nada” no sean castigados una y otra vez por el empleador, por la familia, por el “organismo independiente”, por el recorte del sueldo y, por último, por las consecuencias que, inevitablemente, la muerte laboral de la persona tiene en la psique y en el cuerpo.
En general, se piensa que el castigo y el miedo al castigo provocan orden y productividad. Mas, todos saben que uno puede estar 24 horas en el trabajo y tener la cabeza en otra parte, dando a la tarea que se está haciendo una tercera parte de las propias potencialidades, reservando el resto a lo que se considera como prioritario en la vida. Esta es una acusación que se dirige especialmente a las mujeres: que tienen los pensamientos perdidos en los problemas de la familia. Pero también se puede obedecer, maldiciendo al que nos impone lo que no queremos, y después se puede estar pegado al escritorio leyendo chistes o escribiendo poesías.
El objetivo primario tendría que ser, que los empleados no necesitaran un jefe. Esto es lo que intentan hacer los especialistas en coaching, o business coach, (entrenadores en negocios).
Se trata de favorecer una perspectiva significativamente diferente a la severidad e impersonalidad del castigo, intentando crear un ambiente humano: no se contradice la terapia de choque, sino se la integra en lo que es más esencial e importante que un castigo que se le impone a los ociosos: el vivir bien en la empresa.
Se trata de transformar la mediocridad de un trabajador como “Fracchia” (el famoso personaje del cine italiano) en una persona que le coge el gusto a lo que hace y valora plenamente sus talentos. Es un arte que exige el desarrollo integral de la persona, capaz de ver en el trabajo una expresión importante de su estar en el mundo, pleno de sentido y que consigue traducir su actitud frente al trabajo en prácticas laborables y en acciones de cooperación.
Para el que trabaja, es fundamental estar con un líder que sea capaz de llevar adelante un proyecto inteligente con esperanza, transparencia y coherencia, favoreciendo una empresa humana, en la que cada persona se abre para incorporar las nuevas tendencias y que genera riqueza, lo que es mucho más que ganar simplemente dinero.
Se trata de mirar la expansión económica y la prosperidad no como un fin en sí. El líder del siglo XXI es una persona que se pone al servicio de la mayoría, que enseña dando ejemplo, que sabe crear equipos solidarios, formados por personas que consiguen usar sus talentos en el trabajo y emplearlos en modo provechoso para todos. Una de las claves que un dirigente tiene que aprender para ser un verdadero líder es: ver la empresa más como un todo, como resultado del equilibrio y la integración, que como el engranaje de una mera eficiencia técnica.
Es cuestión de ser entrenados a pensar más en términos de “nosotros” que de “yo”; es necesario que los empleados participen activamente en la realización de la visión de la empresa.
La época en la que se llevaba a cabo la orden a penas recibida, ya ha pasado a la historia. Hoy estamos en la época de la sinergia que exige cualidades humanas y motivaciones convincentes.
Quizás hay en esto una dosis de idealismo, pero en las cosas humanas el realismo puro es contraproducente. Necesitamos mirar hacia arriba si no queremos que aumenten cada vez más los que no ven la hora de jubilarse, cuando “por fin” podrán estar ociosos. Después de una vida de horarios estresantes, de fichas que timbrar, se tomarán unos días de reposo absoluto, harán algún viaje, pero la mayoría de las veces irán a la búsqueda de los hilos rotos, de proyectos interrumpidos, por los que quizás empeñarán mucha más energía que antes.
Esto muestra que los seres humanos simplemente desean trabajar en la manera que creen que más se adaptan a sus posibilidades, quieren poder decir libremente los sí y no, emplear sus energías sin reservas, con medios quizás más pobres que en la paz de una organización, que respeta las exigencias humanas que no están en los programas de productividad.
Precisamente la página del Génesis, fundamento de nuestra cultura y nuestra fe, nos exige que intentemos todos los caminos para que el trabajo no sea una condena.
“Enquanto o Papa exorta os padres ordenados a refletir neste Ano Sacerdotal, o chamado se dirige a todos nós para que reflitamos sobre como estamos vivendo o nosso ministério na Igreja e no mundo.”
Essa é a opinião de Nicole Sotelo, autora de “Women Healing from Abuse: Meditations for Finding Peace” (Paulist Press), e coordenadora do sítio ww.womenhealing.com. O artigo foi publicado no sítio National Catholic Reporter, 11-06-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto.
O Papa Bento XVI declarou o dia 19 de junho como o começo do Ano Sacerdotal. Ele proclamou que, “sem o ministério presbiteral, não haveria Eucaristia, não haveria missão e nem mesmo Igreja”. Eu odeio ser a primeira pessoa a informá-lo, mas a Eucaristia, a missão e a Igreja já existiam bem antes do surgimento do sacerdócio.
De acordo com os Evangelhos, Jesus não era um padre, nem os seus discípulos. Vemos referências a Jesus como um padre na Carta aos Hebreus. O autor usa a palavra para se referir a Jesus como o novo e último “Sumo Sacerdote”, encerrando uma grande sucessão de líderes judeus. O autor afirma que os padres não são mais necessários, porque não se precisa mais de sacrifícios. Jesus foi o sacrifício último e é o nosso sumo sacerdote último.
Talvez o Papa tenha esquecido que Jesus não estava focado no sacerdócio. Ele estava focado no ministério. Ele chamou as pessoas a ministrar junto com ele, independentemente de seu status na sociedade. Ele chamou pescadores e coletores de impostos e a mulher com sete demônios. Todos eram responsáveis pela edificação do reino de Deus.
Todos eram convidados a ministrar, e fizeram isso com vários títulos dados a eles pela comunidade, baseados em seus dons. Alguns eram chamados de profetas, outros, de mestres, e outros ainda de apóstolos. Foi apenas depois que se começou a ver a emergência de uma estrutura ministerial formal com uma terminologia correspondente, quando os seguidores de Jesus foram influenciados e integrados ao Império Romano. Até 215 d.C., não temos evidências de uma ordenação ritual de bispos, padres e diáconos.
O surgimento de uma estrutura clerical levou, eventualmente, à divisão da fé cristã em “clero” e “leigos”. Nos primeiros anos do surgimento do cristianismo, porém, Paulo lembrou os seguidores de Jesus: “Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3, 28).
Depois do surgimento da ordenação e do sacerdócio, desenvolveu-se uma ordem hierárquica entre os fiéis. A palavra “ordenação” deriva do latim “ordinare”, que significa “criar ordem”. Desenvolveu-se do uso romano da palavra “ordines”, que se referia às classes de pessoas de Roma de acordo com a sua elegibilidade para as posições de governo.
Os leigos se tornaram “des-ordenados” do clero. A palavra “leigo” se origina da palavra “laikoi”, que se refere àqueles que, na sociedade greco-romana, não eram “ordenados” no âmbito da estrutura política estabelecida. O termo “clero” vem da palavra “kleros”, que significa “grupo separado”.
Enquanto muitos cristãos continuaram a ministrar dentro da Igreja, e até algumas mulheres sustentavam os títulos de diaconisas, sacerdotisas e bispas, muitos dos que possuíam esses títulos faziam parte de um grupo limitado de homens pertencentes ao contexto de uma ordem sócio-política e religiosa particular.
Isso perdurou até 1964, quando o Concílio Vaticano II lembrou para a Igreja que o papel de ministro, ou padres, não estava limitado aos ordenados, mas era um chamado a todos os batizados. O documento “Lumen Gentium” proclamava que os leigos se tornavam ” participantes, a seu modo, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, e exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o Povo cristão na Igreja se no mundo” (31).
O presbiterato, que deriva do fundamento dos ministérios primitivos dos seguidores de Jesus, voltou então para todos os cristãos. Todas as pessoas são novamente chamadas ao ministério. Todos os cristãos são chamados a participar dos papéis proféticos, soberanos e, sim, até mesmo sacerdotais dentro da missão da Igreja.
Portanto, enquanto o Papa exorta os padres ordenados a refletir neste Ano Sacerdotal, o chamado se dirige a todos nós para que reflitamos sobre como estamos vivendo o nosso ministério na Igreja e no mundo.
Eu não me preocuparia em contar ao Papa que a Eucaristia, a missão e a Igreja existiam bem antes do sacerdócio, nem que o Ano Sacerdotal deveria realmente ser um ano dedicado a todos os leigos. Pelo contrário, precisamos compreender isso por nós mesmos.
O Ano Sacerdotal é uma oportunidade para todos os fiéis cristãos refletirem sobre o ministério presbiteral e, fazendo isso, reivindicar o nosso próprio ministério.