Posts Tagged ‘mártires’

Último réu do Caso Dorothy Stang é condenado a 30 anos de cadeia

sábado, maio 1st, 2010

O último réu a ser julgado pelo assassinato da missionária americana Dorothy Stang foi condenado nesta última sexta a 30 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. O julgamento do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, foi realizado no plenário do Tribunal de Justiça do Pará. Ele era acusado de ser um dos mandantes da morte da americana, junto com o também fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida (já julgado e condenado).

O resultado foi recebido com festa pelos defensores de Dorothy, que acompanhavam o júri do lado de fora do tribunal. Uma irmã de Regivaldo precisou receber atendimento médico após ser informada sobre a condenação.

Como a sentença ainda é passível de recurso, os advogados de defesa do fazendeiro ainda podem entrar com pedido de anulação do júri. Dorothy Stang foi assassinada a tiros em Anapu, no interior do Pará, em fevereiro de 2005.

(Fonte SRZD)

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A testemunha que faltava no caso Dorothy Stang

quarta-feira, abril 28th, 2010

Este pequeno arquivo demonstra que irmã Dorothy estava longe de praticar um ativismo religioso tradicional, com base na caridade e nos pedidos de ajuda às autoridades. Ela ia além. Estava de posse de informações que poderiam transformar sua luta social num caso de polícia, implicando fazendeiros de porte na região. Esta atuação, que feria interesses importantes, explica o esforço para montar uma operação relativamente sofisticada para seu assassinato, que envolveu uma rede imensa de intermediários a separar o cidadão que fez os disparos e o primeiro mandante, sem falar em inúmeros advogados para garantir a defesa do grupo inteiro, mais tarde.

Em novembro de 2009, Roniery já foi arrolado como testemunha de acusação num processo anterior, em que Regivaldo responde pela acusação de estelionato, grilagem de terra e uso de documentos falsificados. Poucas horas depois de receber a intimação para o depoimento, o ex-gerente foi vítima de um atentado a bala. Tomou cinco tiros, que provocaram ferimentos graves. Hoje ele passa por um tratamento de recuperação, pois os ossos da perna ficaram dilacerados. A mulher de Roniery também foi ferida.

Leia na íntegra na IHU.

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Oscar Romero e o ato radical de permanecer

quinta-feira, abril 15th, 2010

Por Jonathan Wilson-Hartgrove

Trinta anos atrás, Oscar Romero —arcebispo da Igreja Católica Romana em El Salvador— se tornou um mártir pelo amor à justiça. Embora ele tenha começado como um arcebispo conservador, contrário à teologia da libertação que era popular entre aqueles que buscavam ajudar os agricultores pobres em El Salvador, Oscar Romero experimentou uma conversão radical quando seu amigo, padre Rutílio Grande, foi assassinado como resultado de seu compromisso com a justiça social. Através de homilias semanais numa estação de rádio nacional, Romero defendeu o fim da repressão ao povo salvadorenho, tornando-se ele mesmo um inimigo do governo e dos militares. Por causa de seu testemunho profético, Romero se tornou alvo de assassinato. Enquanto ele estava dirigindo a missa no dia 24 de março de 1980, foi baleado e morto. “Um bispo morrerá”, disse Romero prevendo sua própria sorte, “mas a igreja de Deus — o povo — não será destruída”.

A tradição cristã relembra seus mártires não apenas porque fizeram o supremo sacrifício pela nossa fé, mas também porque eles têm algo a nos ensinar. Num tempo em que discutimos e ansiamos por mudança na qual possamos crer, uma lição que aprendemos com o testemunho de Romero é o poder radical da estabilidade ou da capacidade de permanecer fiel ao lugar onde se está (1). (mais…)

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OSCAR ROMERO: CELEBRANDO A PÁSCOA E COLHENDO OS FRUTOS

quarta-feira, abril 7th, 2010

Por Maria Clara Lucchetti Bingemer

Creio não haver melhor maneira de celebrar a Páscoa do que narrar minha recente experiência em El Salvador celebrando o 30º aniversário do martírio de Monsenhor Oscar Romero. No dia 24 de março de 1980, às 6h da tarde, o arcebispo de San Salvador  celebrava missa na capela do hospital do câncer onde residia.  Imediatamente antes da consagração, a bala desfechada por um atirador de elite escondido atrás da porta traseira da capela atingiu o coração do pastor e matou-o imediatamente.

Calava-se assim a voz que defendia os pobres no regime cruel e sangrento que dominava El Salvador.  E Monsenhor Romero passaria a estar vivo, a partir de então, no coração de seu povo, no qual profetizou que ressuscitaria, se  o matassem. A celebração deste aniversário de sua morte, 30 anos depois, mostra que não é só em seu país que sua memória permanece mais viva que nunca, movendo corações e mobilizando pessoas e instituições.

Milhares de pessoas assistiam ao congresso teológico e participavam das caminhadas, peregrinações e celebrações em memória do mártir salvadorenho.  Católicos e de outras igrejas cristãs.  Vindos de várias partes do mundo.

Emocionados, levavam nas camisetas o rosto do pastor assassinado e frases suas: “Se me matarem, ressuscitarei no povo salvadorenho”; “Uma Igreja que não sofre perseguições, e que está desfrutando dos privilégios e o apoio da burguesia não é a verdadeira Igreja de Jesus Cristo”; “Frente à ordem de matar seus irmãos deve prevalecer a Lei de Deus, que afirma: NÃO MATARÁS! Ninguém deve obedecer a uma lei imoral”. (mais…)

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Monsenhor Oscar Romero: trinta anos de um martírio

domingo, março 28th, 2010

Por Maria Clara Lucchetti Bingemer

No dia 24 de março de 1980, às 6h da tarde, o arcebispo de San Salvador, capital do pequeno país da América Central, El Salvador, celebrava missa na capela do Hospitalito, hospital de religiosas que cuidavam de doentes de câncer.  No momento da consagração, o tiro desfechado por um atirador de elite, escondido atrás da porta traseira da capela, atingiu o coração do pastor e matou-o imediatamente.

Calava-se assim a voz que defendia os pobres no regime cruel e sangrento que dominava El Salvador.  E Monsenhor Romero passaria a estar vivo, a partir de então, no coração de seu povo, no qual profetizou que ressuscitaria se  o matassem.  Assim foi, assim é.  Não existe um só salvadorenho nos dias de hoje que não fale com carinho extremo de Monsenhor Romero e não reconheça nele um pai e um protetor.  E não há um cristão que não deva conhecer a vida e a trajetória deste grande bispo, que é exemplar para todos aqueles e aquelas que hoje se dispõem a seguir Jesus de Nazaré. Como homem de seu tempo, Romero é configurado pela formação que recebeu como seminarista e sacerdote.  Uma formação dada por uma Igreja pré-conciliar, onde a vivência da fé e a prática da religião são concebidas como um tanto desvinculadas da vida real e cotidiana das pessoas.  Seu caminho será extremamente coerente com o caminho cristão nesses mais de 2000 anos de história. A fé cristã foi desde seus começos uma fé no testemunho de outros. É uma fé de testemunhas e nem tanto de textos. As testemunhas continuam sendo os melhores teóricos da fé que professamos e que desejamos comunicar.  Nesse sentido, continuam sendo os teólogos primordiais. Monsenhor Oscar Arnulfo Romero entra nessa categoria de testemunha e teólogo primordial.  Seu testemunho de vida e sua morte iluminaram e continuam iluminando o caminho e a vida de várias gerações.  Enquanto era padre, Oscar Arnulfo Romero era um sacerdote de corte tradicional, que exercia sua pastoral mais ao interior da Igreja, celebrando missas, distribuindo sacramentos, organizando sua diocese.   Devido a seu perfil tranquilo e não conflitivo  foi designado pelo Vaticano como bispo no conflitivo país de El Salvador.

A segunda conversão de Monsenhor Romero, conversão à causa dos pobres e dos explorados – uma classe de maioria nas terras de El Salvador – ocorreu depois de sua nomeação para as funções de bispo. Olhando mais de perto essa conversão, podemos ver que é perfeitamente coerente com o itinerário de um homem honrado e bom, cujo coração se mantinha aberto à missão recebida e à vocação sentida no coração. E sobretudo, aberto ao Deus em quem acreditava e ao qual tinha consagrado toda sua vida , assim como ao povo ao qual prometera servir como pastor. (mais…)

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Itinerario existencial de Alice Domon

sábado, dezembro 12th, 2009

*por Viñoles, Diana

En el mes de diciembre de hace 32 años fue secuestrada la religiosa Alice Caty Domon (Francia 1937- Argentina 1977). La autora recuerda el testimonio y el “martirio” de esta activa apóstol de un evangelio de justicia.

Comencemos por el momento final de su vida para después desandar el camino hacia el principio. Pidámosle ayuda a Jorge Luis Borges, quien escribe en pocas páginas una biografía genial. Se centra en un momento: el instante de iluminación que devela a Tadeo Isidoro Cruz –tal el nombre del personaje– la plenitud de su libertad, cuando “arrojó por tierra el quepis, gritó que no iba aconsentir el delito de que se matara a un valiente y se puso a pelear contra los soldados, junto al desertor Martín Fierro” (1).

En casos como éste, el momento no es necesariamente uno solo. Si bien nos referimos al de la entrega última de la vida (2), ésta es la última pero no la única. Incluso, solemos hablar de Alice Domon y de Léonie Duquet, como de las “religiosas francesas desaparecidas”. Pero, así como en tantas otras historias de vidas solidarias, en Domon las acciones de amor que despliega su existencia pueden reconocerse a lo largo de todo el itinerario vital. (mais…)

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Jon Sobrino reivindica os direitos dos ”povos crucificados”

sábado, dezembro 12th, 2009

O teólogo Jon Sobrino reivindicou os direitos dos “povos crucificados”, que sofrem de maneira anônima a miséria, a falta de liberdade e a injustiça de “um mundo capitalista baseado no egoísmo”.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 10-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em seu discurso após ter sido investido como Doutor Honoris Causa pela Universidade de Deusto, na Espanha, Jon Sobrino dedicou a distinção recebida a seus seis companheiros da Universidade Centro-Americana (UCA), entre os quais se encontrava o reitor Ignacio Ellacuría, e que, junto a duas mulheres, foram assassinados em 1989 por militares salvadorenhos.

Esses assassinatos evidenciam, no dia em que se comemora a Declaração Universal dos Direitos Humanos, “a expressão de um mundo desumano”, denunciou Sobrino.

Os seis jesuítas mortos a tiros “foram assassinados precisamente por defender os povos crucificados” e demandar para eles justiça. E as duas mulheres que perderam a vida junto deles representavam “a inocência daqueles que não fizeram nada para merecer a morte”, refletiu. (mais…)

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Mártires de El Salvador: 20 anos depois

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

Por Maria Clara Lucchetti Bingemer

Foi Leonardo Boff quem me anunciou, com voz embargada, há exatos vinte anos: «Mataram Ellacuria». Custei a realizar o que me dizia. Pouco a pouco, saí de meu espanto e ouvi minha voz perguntar, longe e apesar de mim mesma: “E Jon Sobrino?”

Leonardo me contou que escapara por estar na Tailândia, dando um curso que lhe havia pedido. Senti alívio de saber poupado o que era mais amigo, mais próximo, embora com enorme perplexidade diante do acontecido. Naquela ocasião, conhecia pouco sobre Ellacuria. Só lembrava de sua tremenda simpatia e brilhante inteligência quando o vira rapidamente em Madri, aonde fora acompanhando Lina Boff, colega de teologia e irmã de Leonardo, que iria participar de um programa na TV espanhola. Encantou-me aquele basco de sorriso fino e tiradas brilhantes, que falava com paixão e exatidão sobre a opção pelos pobres e a teologia da libertação.

Corria o ano de 1989 e aquele era o assunto em pauta.  A Teologia da Libertação era discutida e controvertida, mas chamava atenção e atraía os olhares.  E Ellacuria, como reitor da Universidade Católica de El Salvador, não perdia oportunidade de viajar e ocupar todas as tribunas que se apresentavam para falar da grande prioridade em que consistia, naquele momento, a libertação de todos os oprimidos do mundo. Lembrava-me do grande banner que vira com sua foto, microfone na mão e gesto inflamado com o braço levantado, dizendo a célebre frase: “É preciso reverter a história e lançá-la em outra direção.” (mais…)

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Profetas e Mártires das Américas (2)

terça-feira, dezembro 1st, 2009

Apresentação do debate entre Jon Sobrino sj e Noam Chomsky no Boston College e mesa de debate com os padres Palacio sj e Paul Schweitzer sj e as professoras  Maria Clara Bingemer  e Maria Elisa Noronha.

Dia 3/12 das 13:30 às 16:30h no auditório do IAG | PUC-Rio e dia 19 às 21:30h no Centro Cultural João XXIII. Participe!

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Agora é a vez do filme “Romero” na PUC-Rio

segunda-feira, novembro 30th, 2009

Convite 2 dez

(mais…)

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